A sabedoria do desprendimento
No dia 10 de janeiro, às 15h30, terá lugar a conferência A sabedoria do desprendimento, de frei Mateus Peres, integrada no ciclo E se o essencial estiver noutro lugar?. A conferência realiza-se no Mosteiro de Santa Maria no Lumiar.
“Onde está o teu irmão?”
Há esta pergunta que Deus nos faz “Onde está o teu irmão?” e nós, de facto, precisamos de sair das nossas zonas de conforto, precisamos de ir ao encontro dos pobres, precisamos de ir ao encontro desta humanidade que é escravizada com as formas mais diversas.
A família como lugar de reciprocidade
A família de Nazaré é uma inspiração muito grande. Porque, naquela família, tudo foi ao contrário dos planos estabelecidos, todos foram obrigados a ter uma grande pobreza de coração, uma grande abertura ao que Deus revela, ao que Deus manifesta, e uma grande capacidade de fazer vida com aquilo que lhe era dado viver.
No princípio era o desejo de comunicar
Deus infinito quer ser finito, para que eu acredite nesse amor, para que eu, na minha pequenez, na minha fragilidade, me sinta integralmente amado por esse amor, me sinta absolutamente abraçado pela humanidade de Jesus.
Um Menino nasceu para nós
Estamos aqui para ser testemunhas de um parto, para sermos testemunhas de um nascimento. De um nascimento que não é só o daquele Menino, mas é o nosso próprio nascimento, é o nascimento do mundo.
“O que me espanta, diz Deus, é a esperança. E disso não me canso”
Excertos de “Os portais do mistério da segunda virtude”, de Charles Péguy, que o ator e encenador Luís Miguel Cintra leu na Capela do Rato.
Natal, erupção da vida nova
Não somos nós que preparamos um presépio para Deus nascer, é Deus que prepara o lugar, é Deus que prepara a possibilidade, as condições dum renascimento de cada um de nós. Jesus é o Deus que se torna homem, para que o homem e a mulher que somos se possam tornar divinos, se possam divinizar. Ele nasceu para potenciar os nossos nascimentos.
A arte de fazer a alegria
O importante é que a alegria circule de coração a coração. Nós temos de ter esta arte porque uma mesa de Natal também pode ser uma máquina de fazer solidão, de ampliar a solidão, de ampliar o desencontro. É-nos confiada esta tarefa de aprender a fazer a alegria, como com duas pedras se faz o fogo, com dois corações se faz a alegria. Não deixemos que esta arte, que é uma arte profundamente espiritual, esteja ausente da nossa vida.
Colocar os olhos na Graça original
É verdade que em nós encontramos também este enigma do mal, mas maior do que esse enigma é o enigma do bem. É o enigma do amor, que nos habita desde a raiz.
João Batista vem para sobressaltar
O que é que os profetas fazem? Devolvem-nos o sentido crítico, aguçam-nos a consciência em relação a nós próprios, aos nossos limites, à nossa zona de conforto.









