A arte de traduzir Deus
Se Deus é amor, então o amor é permanecer em Deus, como explica S. João. Então, toda a nossa vida espiritual outra coisa não é do que o mergulho neste oceano de amor que é o próprio Deus. E, depois, a nossa vida não é senão uma arte de traduzir Deus, de refletir Deus, de passar Deus, de comunicar Deus em cada momento da nossa vida.
Somos chamados a ser fecundos
Nós somos chamados, na Páscoa de Jesus, a um sobressalto, a uma transformação. A vida não pode ficar a mesma. Nós somos chamados a dar fruto, somos chamados a uma fecundidade interior. Que só vem também quando nos dispomos, verdadeiramente, a multiplicar os talentos, a dar outros passos, a abrir as nossas mãos, a adensar a experiência espiritual. Somos chamados a ser fecundos. Como diz o Senhor: “A glória do Meu Pai é que deis muitos frutos.”
A pobreza em espírito: um diálogo entre cristianismo e budismo
Dando continuidade a um encontro e diálogo com vários séculos – onde a cultura portuguesa foi pioneira – e particularmente vivo na actualidade, José Tolentino de Mendonça e Paulo Borges estarão juntos neste evento onde um cristão comentará um texto budista e um budista um texto cristão, em torno do tema do despojamento espiritual radical. Será no Anfiteatro III da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, a 5 de Maio, às 18h30.
Viver o Islão, hoje
O próximo encontro interreligioso na Capela do Rato será no dia 7 de maio, quinta-feira, às 21h30. Desta vez vamos ao encontro do Islão. Teremos connosco AbdoolKarim Vakil (King’s College, Universidade de Londres) e Ana Santos Pinto (Faculdade de Ciências Sociais Humanas, Universidade Nova de Lisboa).
Jesus dialoga com a descrença
Mostra-lhes as mãos e o lado e diz-lhes: “Tocai-Me, vede-Me.” E quando as dúvidas não se dissipam, Jesus diz: “Trazei-Me alguma coisa para comer.” E come diante deles. Há assim como que um processo de persuasão, de convencimento de que podemos de facto acreditar, como uma verdade credível na Ressurreição do Senhor.
Daquilo que só se tece com a nossa nudez
A próxima conferência do ciclo “E se o essencial estiver noutro lugar?”, será com o Pe. José Tolentino Mendonça, no Mosteiro de Santa Maria, no Lumiar, no dia 9 de Maio, às 15h30.
Não busques o espelho, mas o diverso – escutando José Augusto Mourão
A próxima conferência do ciclo “E se o essencial estiver noutro lugar?”, será com Maria José Vaz Pinto, no Mosteiro de Santa Maria, no Lumiar, a 11 de Abril, às 15h30.
A ausência como um mistério de presença
Ele não está aqui, mas deixou os Seus sinais. E os sinais que Ele deixou são como uma espécie de trampolim para atirarmos o nosso coração para mais longe, para abrirmos os nossos olhos de uma outra forma, para tatearmos na ausência o mistério de uma fantástica presença.
O grande abraço de Deus
Não há nenhuma dor humana, nenhuma, que não tenha expressão nas dores de Cristo crucificado. Não há nenhuma solidão humana, não há nenhum silêncio, não há nenhuma experiência de abandono que não possa ser aproximada do silêncio e do abandono com que Jesus morreu. E por isso, estes braços da cruz que Jesus abre são o grande abraço de Deus à nossa humanidade.
“Senhor, nós queremos ver Jesus”
Este caminho quaresmal que estamos a fazer, outra coisa não é do que uma aproximação do nosso rosto ao rosto de Jesus. Para olhá-Lo de perto, para vê-lo no detalhe, para perceber como Ele é semelhante e diferente do nosso. Para perceber como do Seu rosto irradia uma luz que torna o nosso rosto escuro e mal iluminado num rosto luminoso, transparente.








