“Transformai o vosso modo de pensar”

“Transformai o vosso modo de pensar”

A primeira palavra de Jesus é este imperativo: “ Mudai a vossa perceção, mudai a vossa compreensão das coisas.” Jesus provoca-nos a uma nova visão da própria realidade. Jesus não vem para somar com aquilo que nós já somos, com aquilo que nós já sabemos, com tudo o que trazemos habitualmente dentro de nós. Jesus não é mais um a somar ao existente. Jesus é tudo isso mas conjugado de uma forma nova, numa atitude nova, com um olhar outro sobre nós próprios, sobre o mundo, sobre o nosso destino, sobre a nossa própria missão.

Somos nova criação

Somos nova criação

Cada um de nós passou a valer muito mais, e é assim que cada um é chamado a olhar para a sua própria vida, com um valor que não deriva apenas de mim mesmo mas com um valor que deriva da ação de Cristo em mim. Eu descubro-me mulher e homem, nova criatura, “nova criação” como S. Paulo também dirá.

O quotidiano como lugar teológico

O quotidiano como lugar teológico

Este sábado, dia 14 de janeiro, às 15h30, Frei Mateus Peres fará a próxima conferência no Mosteiro de Santa Maria no Lumiar, no ciclo denominado “Viver uma mística de olhos abertos”. O tema da sua comunicação será “O quotidiano como lugar teológico.”

Curso “Filosofar é também agir – grandes correntes da ética ocidental” – inscrições fechadas

Curso “Filosofar é também agir – grandes correntes da ética ocidental” – inscrições fechadas

Neste momento não é possível aceitar mais inscrições, pois já se atingiu a capacidade que o espaço permite de forma a garantir condições de participação a todas as pessoas inscritas. Para quem estiver ainda interessado em inscrever-se, poderá enviar um e-mail para capeladorato@gmail.com e ficará em lista de espera, sendo contactado caso venha a existir a possibilidade de participar.

A gratuidade da vida

A gratuidade da vida

Cada um de nós tem de investir, tem de dar, tem de se entregar, tem de modificar, tem de sacudir as sandálias, tem de se pôr de pé, tem de se entregar à luta; mas, ao mesmo tempo, tudo é graça, tudo é dado, tudo é dom. A vida é conquista – certo, claro que sim e é importante dizê-lo. Mas a vida também é dádiva, a vida também é um mistério que nos visita, a vida também é a graça que se vem sentar a nosso lado, a vida também é aquilo que nós não sabemos explicar mas que acontece e que muitas vezes é a experiência decisiva, muitas vezes é a epifania e o milagre na nossa vida.

Jesus nasce para nos ajudar a nascer

Jesus nasce para nos ajudar a nascer

O nosso coração não está preparado e, contudo, Deus não desiste de nós, Deus não desiste de nascer mesmo no impreparado da nossa vida, mesmo tendo de convencer o nosso coração da paz que Ele é portador, mesmo tendo de exortar cada um de nós a alegrar-se, a acreditar na alegria.

Tocar o mistério de Deus

Tocar o mistério de Deus

O Natal fica incompleto se cada um de nós não vir, se cada um de nós não puder ver, não puder tocar o mistério de Deus. O Natal é a anti-abstração, o Natal é a anti-generalização, o Natal é a singularidade. Cada um de nós com as perguntas que traz, com as questões que transporta, com a situação de vida que vive é chamado a ver Deus. A ver naquele Deus connosco, naquele Menino de carne e osso, naquela criança, naquele Filho que nos foi dado. Cada um de nós é chamado a ver a realização da Promessa e é chamado a compreender um Deus que vem ao seu encontro.

Como é que o Natal nos molda?

Como é que o Natal nos molda?

Como é que eu ligo, colo, amarro, ancoro, inscrevo a minha vida na vida do Messias? Como é que eu me sinto isto que Paulo se sente: instrumento, canal da alegria do Evangelho do Cristo Messias? É esta a expetativa fundamental no tempo do Advento.
Como é que o nascimento de Jesus interroga, interpela, mexe connosco? Mexe com aquilo que somos, mas mexe com as nossas inquietações, os nossos medos, os nossos desejos, as nossas expetativas profundas. Como é que o Natal nos molda como mulheres e homens de uma forma nova? Essa é a grande questão.