E agora? Que caminhos de prevenção, reparação e perdão?
A comunidade da Capela do Rato, em Lisboa, vai promover a segunda mesa redonda sobre os abusos sexuais contra menores dentro da Igreja em Portugal. Averiguar os caminhos de prevenção, recuperação e reparação é o objetivo desta reflexão que vai ocorrer no próximo dia 26 de Abril pelas 21h no seu espaço.
Domingo de Páscoa
«Maria Madalena viu a pedra retirada do sepulcro». A solene celebração eucarística de Domingo de Páscoa terá lugar na Capela do Rato às 11h.30.
Vigília Pascal
«Esta é a noite, em que Cristo, quebrando as cadeias da morte, se levanta vitorioso do túmulo». A Vigília Pascal será celebrada na Capela do Rato às 22h.
“Toda a nossa glória está na cruz de Nosso Senhor”
Sexta-Feira Santa, na Capela do Rato, a Celebração da Paixão do Senhor será às 15h, a hora da exaltação e da obscuridade em toda a terra: «Desde a hora sexta até à hora nona, houve trevas em toda a terra» (Mt 27,45). Jesus grita e entrega o seu espírito vital. No silêncio próprio de Sexta Feira Santa, escutamos a narrativa da paixão e morte do Senhor segundo S. João, rezamos por toda a humanidade, adoramos a Cruz e comungamos o corpo sacramental de Cristo, a partir da reserva de Quinta-Feira Santa.
“Isto é o meu corpo entregue por vós”
Com a eucaristia vespertina da Ceia do Senhor, às 19h de Quinta-Feira Santa, a Comunidade da Capela do Rato inicia a celebração do Tríduo Pascal. Nesta eucaristia vespertina fazemos memória da Última Ceia em que Jesus, celebrando a Páscoa judaica, inaugura a Páscoa cristã, memorial da sua morte e ressurreição. Tomando o pão e o vinho, da liturgia pascal judaica, expressa o dom de si mesmo, o dom da sua vida que nos faz viver: «Isto é o meu corpo que é para vós»; «este é o cálice da nova aliança no meu sangue».
Infundirei em vós o meu espírito e revivereis
Na atual experiência de dor eclesial, no profundo dos abismos das nossas crises, das nossas feridas abertas, dos nossos medos, acolhamos a palavra do Senhor que nos promete futuro: «Infundirei em vós o meu espírito e revivereis». Revisitemos as nossas experiências dolorosas com um novo alento, soprados pelo sopro do Espírito Santo que continuamente nos vivifica. E que fonte de consolação encontramos no sopro divino!
Tríduo Pascal
Preparemo-nos para celebrar o Tríduo pascal acolhendo a exortação de Santo Agostinho: “Considera agora atentamente os três dias santos da crucifixão, da sepultura e da ressurreição do Senhor. Destes três mistérios realizamos na vida presente aquilo de que a Cruz é símbolo, enquanto cumprimos através da fé e da esperança aquilo que a sepultura e a ressurreição simbolizam” (Carta 55, 14, 24).
Domingo de Ramos – “É Jesus, o profeta de Nazaré”
No próximo dia 2 de abril, às 11h, terá lugar a bênção dos Ramos no Jardim da Amoreira, junto à porta da Mãe de Água. Segue-se a procissão para a Capela do Rato. Às 11h.30 será celebrada a eucaristia. Pede-se a cada pessoa que traga um ramo de palma, oliveira, alecrim, rosmaninho… É uma forma de participar na celebração e de a prolongar nas próprias casas.
E agora?
E agora? Qual o impacto dos abusos nas vítimas? Quais as respostas necessárias? Estas e outras perguntas vão ser abordadas por especialistas que as debaterão com vontade de agir e defender os interesses primeiros e últimos das vítimas e de ajudar “a uma conversão contínua e profunda dos corações, atestada por ações concretas e eficazes que envolvam a todos na Igreja” (cf. Vos Estis Lux Mundi).
É na fragilidade que a força se manifesta
É passando pela morte que se chega à ressurreição; é passando pela noite que se alcança a luz da aurora; é passando pela prova da dor e do fracasso que se encontra a consolação e a pacificação. É passando pela miséria das nossas próprias forças que mergulhamos na força ressuscitadora do evangelho. Vivemos todos em estado existencial de penitência pública; mas também vivemos caminhos de ressurreição, de acordar das consciências, de decisões corajosas, de convocação à ação.








