A proposta de um percurso pelo Livro dos Salmos, sob o signo da música, tem múltiplas portas de entrada. Não precisamos de ficar reféns da discussão acerca da sua origem histórica ou presos às indicações explícitas das práticas musicais que os próprios salmos descrevem. Precisamos apenas de recordar que se trata de poesia orante. Poesia que habita milenarmente as vozes dos crentes, nas suas comunidades, como um contínuo partilhado. Talvez seja na leitura ou no canto de um salmo que mais facilmente experimentamos algo de decisivo para a condição crente: sentir-se gerado.

Propõe-se um encontro meditativo com alguns lugares da grande tradição da música ocidental, descobrindo aí modos de ler a literatura sálmica. Os salmos habitam os ritos cristãos, e esse foi o laboratório de grande parte da criação musical europeia. Nessa rota histórica, sabemos, esses ritos perderam alguma da sua força social, mas não pode dizer-se o mesmo dos salmos. Para além dos contextos rituais e litúrgicos, a criação musical descobriu nos salmos uma palavra vibrante sobre os enigmas da experiência humana.

Aquilo que trago aqui é um mapa possível, não é a própria viagem, que deixo à iniciativa de cada um. A viagem permite-nos recordar que o habitat litúrgico cristão foi um dos principais laboratórios da música escrita de tradição europeia. Mas também é certo que a modernidade estética se afirmou numa via de autonomização em relação a esse meio. O século XX, entre a amnésia e a anamnese, entre o esquecimento e a rememoração, mostra-nos um universo musical muito diversificado, com leituras da memória cristã emancipadas de um programa ritual. Mas não necessariamente contra a tradição que os ritos transportam. Por vezes, essa afirmação de autonomia do artista conduz-nos a lugares inesperados, ao desvelamento de núcleos adormecidos da mensagem bíblica e cristã. Tomo como exemplo dessa emancipação o gesto de Peter Eötvös, que em memória de Frank Zappa escreveu o «Salmo 151» – uma obra para percussão, muito próxima do silêncio, na demanda de uma mística da matéria

https://www.youtube.com/watch?v=0jtB1EEtTgw

Recentemente, o Lincoln Center, em NY, programou uma ambiciosa série de concertos exclusivamente centrada nos 150 salmos bíblicos: 150 compositores para 150 salmos. É uma boa expressão da vitalidade da relação deste livro bíblico com a cultura.  David Lang, um dos compositores mobilizados para este projeto, que ganhou o Prémio Pulitzer de Música em 2008, referiu-se ao Livro de Salmos como «um catálogo de todas as maneiras pelas quais podemos conversar com Deus».

https://www.nytimes.com/2017/10/31/arts/music/psalms-white-light-festival-lincoln-center.html

Esta é uma boa perspetiva sobre as leituras (ou reescritas) do Livro dos Salmos no curso da história da música ocidental: a intimidade e a extroversão, o trágico e o épico, a comemoração e a profecia, a confiança e a justiça, a aflição e o júbilo. São palavras sobre Deus, dirigidas a Deus. Mas nessa polifonia descobrimos algo da singularidade do Deus bíblico e cristão. É um apelo ao desejo de Deus. São palavras acerca de um Deus sensível – que escuta, que acolhe, que protege com a sua sombra, que se levanta para defender, que se deixa transcrever nos enigmas humanos, como a vibração de um instrumento musical.

Começamos a nossa viagem com um exemplo das grandes arquiteturas vocais quinhentistas: o moteto sálmico Qui habitat, atribuído a Josquin des Prez (compositor franco-flamengo). A obra é construída a partir de quatro cânones a seis vozes, que se entrelaçam. O ostinato harmónico e os processos canónicos tornam-se quase uma espécie de mantra que apela à criação de um espaço de intimidade com Deus, ou mesmo de arrebatamento – sob a metáfora da sombra acolhedora, que o salmo evoca. Trata-se de música ao serviço de um programa ritual que transporta até nós as grandes arquiteturas religiosas.

Da catedral para a corte, numa época de trânsitos entre o político e o religioso, encontramos Lalande, um dos compositores do palácio de Versalhes. A obra que escolhi corresponde à figura do «grande moteto», com o esplendor próprio das cortes do século XVII, num tempo em que tudo aspira à grandeza. Escolhi, no entanto, um dos números que não se deixa descrever pela retórica da grandiosidade. Uma ária para soprano, que dialoga (numa espécie de dança mística) com um oboé – Bach irá «coreografar» muitas destas danças. O trabalho composicional valoriza as novas aquisições técnicas no tocante ao canto profissional, no século XVII. São técnicas ao serviço de uma cultura emergente, a cultura do indivíduo. Expressividade e subjetividade são qualidades que dialogam bem com este De profundis, salmo que os ritos latinos associam à liturgia dos defuntos. No fragmento escolhido, encontramo-nos perante um Deus que se espera como os vigilantes esperam pela manhã.

Bem diferente é o mundo do chamado «Saltério dos Huguenotes». É uma recolha de 150 salmos, versificados e metrificados, em língua francesa, por Clément Marot e por Théodore Bèze, inscritos no universo reformado (calvinista), tanto para uso no culto, como noutras práticas de canto coletivo, bem como nas mais diversas situações quotidianas. Neste novo contexto, o salmo pode ser um embalo, uma canção de trabalho, ou um hino mobilizador. Passamos do mundo de uma língua ritual, reservada, para o mundo vernacular das línguas mátrias ou pátrias. Esta coleção de cantos monódicos conhecerá um rico trabalho de reconstrução harmónica pela mão de compositores como Claude le Jeune ou Claude Goudimel. Essa forma coral, com um substrato estruturalmente monódico, ampliado por um trabalho de verticalização harmónica, tornar-se-á um emblema da música protestante.

Encontramos outa forma de vernaculização já do século XIX. No verão de 1828, Franz Schubert compôs uma obra sobre um texto em hebraico: o «Salmo 92». Estava-se na via de uma certa desritualização do canto dos salmos. Neste caso, o recorte popular dos materiais melódicos estabelece uma relação de enraizamento com uma dupla tradição – judaica, pela língua, e protestante, pela forma. No fragmento selecionado para a audição, o salmista recorda que dia e noite, todas as horas, podem ser de louvor – o louvor perene.

Essa dupla tradição exprime-se de forma diferente na biografia de Felix Mendelssohn-Bartholdy, um judeu que se havia convertido ao protestantismo, e que travou várias lutas para ser aceite na sua nova religião.  Mendelssohn participou nos debates da sua época acerca do lugar e da função da música de igreja. O salmo-cantata que selecionei é um dos resultados artísticos dessa reflexão. No fragmento que escolhi ouvimos a memória da arte do arioso, distintiva da música de Bach. Neste salmo sobe o desejo de Deus, Mendelssohn aproxima-se do legado de um dos mais importantes representantes de uma compreensão da composição musical como ato que prolonga a criação divina – refiro-me a J. S. Bach.

Os ecos da tradição coral protestante chegaram também ao século XX. Na segunda década do século XX, Gustav Holst deu particular atenção à escrita de obras corais, com um expressivo recorte festivo, como é o caso do seu trabalho musical sobre os Salmos 86 e 148. Têm o espírito próprio da grande assembleia, muitas vezes expressão não só de uma comunidade local, mas também de uma comunidade nacional. Trata-se de uma melodia recolhida no Saltério do Huguenotes, recriada num novo universo harmónico.

Os séculos XX e XXI dão corpo a uma enorme diversidade de leituras dos salmos. Do meu ponto de vista, há um certo contraste entre aqueles que se relacionam com este livro como um património literário e étnico e aqueles que revalorizam o seu contexto ritual, comunitário e orante, promovendo um movimento algo inesperado – como que a continuação da liturgia para fora dela própria, numa trajetória em que uma tradição religiosa se pode abrir ao espaço público partilhado.

Uma das obras emblemáticas da música do século XX é feita da matéria dos salmos. Refiro-me à Sinfonia de Salmos de Igor Stravinski. Trata-se de uma obra com as características próprias de uma peça sinfónica, entre o épico e o trágico. A obra não tem uma relação evidente com os contextos litúrgicos e orantes que os salmos evocam – mesmo se alguns preferem ver em algumas texturas corais a homofonia da música da Igreja ortodoxa russa. Na sua gramática, é uma obra emancipada dessa memória. Aqui, Stravinski, como noutras obras, ficciona um mundo pré-cristão, dando voz a um certo «primitivismo» estético que se transcreve na exuberância dos elementos rítmicos. Mas deixou os salmos inscritos, assim, de forma inapagável, na história da música do século XX. O primeiro andamento, a partir do Salmo 39, envolve-nos num ambiente tenso. O «grito de súplica» é, talvez, o núcleo de sentido mais valorizado neste primeiro andamento.

A obra Chichester Psalms de Leonard Bernstein é igualmente uma página incontronável da música do século XX. Resulta de uma encomenda do deão da catedral de Chichester. Uma encomenda arriscada a um compositor judeu americano fortemente associado aos sons da Broadway. A obra dialoga, de facto, com diversos estratos da cultura norte-americana. O andamento que escolhi está, talvez, mais próximo do lirismo de algumas baladas hebraicas, acentuado pela escolha da língua original. Pelo menos foi recebido como tal. É um salmo para o orante sem medo, confiante.

Esta prioridade dada às sonoridades da língua hebraica é também uma característica do trabalho composicional de Steve Reich, também ele um americano de ascendência judaica. O seu interesse pelo hebraico (que o título da obra, Tehillim, explicita sem equívocos) traduz a vontade de renovar os materiais da música ocidental a partir de substratos extraeuropeus. O resultado não é, no entanto, uma proposta musical marcada por elementos folclóricos. O que Steve Reich descobre nesse mundo culturalmente diversificado é o que de mais universal se pode descobrir nas práticas musicais: a periodicidade, a pulsação, a harmonia. Escolhi, para o nosso exercício de escuta o Salmo 19. Como podemos ouvir, o salmo é tratado com uma objetividade rítmica que evoca a formalização e o esquematismo ritual. Mesmo se podemos ouvir algo das formas de cantilação hebraica dos salmos, o compositor não deixa de privilegiar um certo abstracionismo.

Outros compositores trabalham de forma mais vinculada à tradição orante da comunidade religiosa em que se inscrevem existencialmente. Einojuhani Rauatavaara, compositor finlandês, escreveu, na década de 70, a obra Vigilia, que transcreve estritamente a estrutura dos ofícios litúrgicos ortodoxos, recriando, mesmo que se trate de um concerto, uma temporalidade característica dos ritos litúrgicos ortodoxos. No fragmento que escutamos, as palavras emergem das profundezas, um espaço de interioridade.

As raízes da vocalidade dos ritos da ortodoxia na Rússia estão patentes, também, numa importante obra coral do século XX, os «Salmos de arrependimento» de Alfred Schnittke. O compositor, apesar de ter feito parte do mainstream da cultura da Rússia comunista, conheceu algumas dificuldades com o regime. Esta obra corresponde já a uma fase de aproximação à Igreja ortodoxa.

O seu reconhecimento e os seus contactos na Europa ocidental foram importantes no acolhimento de um outro compositor, também ele habitado por um itinerário de reidentificação religiosa, o estoniano Arvo Pärt, que se viria tornar um dos principais símbolos do incremento das dimensões espirituais na música europeia contemporânea. Escolhi, para a nossa experiência de escuta, o início da obra De profundis, uma das primeiras que gravou na editora que viria o consagrar como um dos compositores vivos mais interpretados no mundo.

Depois de um período de silêncio, o seu regresso à composição foi precedido por uma longa meditação sobre a música antiga. De profundis inscreve-se nesse desejo de visitar uma certa representação da música pré-moderna, identificando-se com a figura do compositor anónimo – como que um exercício de ascese autoral. Este é o período em que Arvo Pärt forja um idioma próprio, marcado pela sua viagem pelas paisagens musicais pré-modernas e pela sua aproximação à Igreja Ortodoxa – ele que vinha de uma família luterana secularizada. O compositor cunhou essa técnica composicional com o termo tintinnabuli (pequenos sinos). Trata-se de um particular cruzamento entre as técnicas de cantilação de origem judaica e cristã e as formas mais arcaicas de contraponto. Este aspeto idiomático não transcreve apenas uma técnica. A meu ver, a referência simbólica ao sino é uma metáfora espiritual de grande alcance. Na Europa cristã, a paisagem sonora está marcada pela vibração dos sinos, seja na fração do tempo, seja na evocação do canto, ou na gestação de uma comunhão orante assinalada pelo seu bamboar litânico.

No contexto protestante, são vários os compositores que propõem obras fortemente vinculadas à sua tradição religiosa. Selecionei uma obra de Gabriel Jackson, Psalm 112, compositor que fez a sua socialização religiosa e musical como menino cantor numa das escolas das catedrais anglicanas. A sua música coral continua a respirar essa tradição, reinventando algumas das primeiras técnicas de polifonia, privilegiando sempre uma enorme inventividade rítmica, no que diz respeito à dicção dos textos litúrgicos. A sua leitura do Salmo 112 é luminosa, por vezes estonteante, como uma alegria que não se pode conter.

No campo católico, gostaria de destacar James MacMillan, compositor fortemente ligado ao catolicismo escocês. Com uma carreira internacional, também como maestro, arriscamo-nos a vê-lo dirigir, ao domingo, o pequeno coro da sua comunidade paroquial, se o visitarmos em Glasgow. James MacMillan escreveu um Miserere que rapidamente se tornou uma obra de referência na literatura musical sobre os salmos. Como que ouvimos, de novo, Josquim des Prez, nessa capacidade de nos envolver em linhas polifónicas ou em texturas diversas de densidade vocal. Mas ouvimos também formas de ornamentação que estabelecem uma ponte explícita com a vocalidade gaélica. No caso de James MacMillan, o apelo do universal convive com o desejo de transportar a memória do lugar que habita.

As dimensões de etnicidade que, de modos diversos, descrevem a nossa contemporaneidade musical dialogam de forma direta com uma história dos séculos XX e XXI marcada pelo choque das identidades. Por vezes é uma linguagem de resistência. Outras, uma celebração ou uma comemoração. Cyrillus Kreek representou, na Estónia da primeira metade do século XX, essa vontade de memória, incorporando elementos autóctones nos seus processos de construção. Isso está bem patente na sua coleção de «Salmos de David».  escritos entre 1914 e 1944. Ouvimos o Salmo 1, na sua característica ornamentação vocal, na sua energia rítmica. Kreek transforma esta oração sapiencial, meditando sobre o caminho da retidão, num salmo aleluiático. Na leitura do compositor, esse caminho de retidão é, certamente, um caminho feliz.

Em Portugal, Eurico Carrapatoso é o mais importante herdeiro desta tradição de autoctonização da criação musical, numa linhagem que inclui Fernando Lopes Graça. A sua leitura do último dos salmos bíblicos é um bom exemplo do seu ecletismo criativo. A obra é uma verdadeira celebração de louvor. No exemplo que trago, reconhecemos três secções. Uma primeira estruturada em acordes sublinhados expressivamente por formas de ataque que apelam a uma solenidade festiva. Mas essa gravidade festiva dá lugar a uma alegria quase histriónica, numa segunda secção, cujos materiais nos transportam para a cenografia de um teatro musical. Mas a terceira secção é surpreendente. Eurico Carrapatoso retoma uma melodia religiosa tradicional (já antes recriada num ciclo de música coral), moldada com as cores da mais pura harmonia. A orquestra extingue-se e permanece o que de mais sagrado tem a música: a voz humana.

 

Salmo 91(90), 1-2

Aquele que habita sob a proteção do Altíssimo

e se acolhe à sombra do Omnipotente,

esse poderá exclamar: «Ó Senhor,

Tu és o meu Deus, em quem confio!»

Josquin des Prez, Qui habitat, Moteto sálmico (XV-XVI)

https://www.youtube.com/watch?v=EAbotoF2ZDo

 

Salmo 33 (32), 1-2

Exultai, ó justos, no Senhor;

aos que são honestos fica bem louvá-lo.

Louvai o Senhor com a cítara;

com harpa de dez cordas entoai hinos.

Saltério dos Huguenotes, Clément Marot, Théodore de Bèze (Genève, 1562)

https://www.youtube.com/watch?v=fb6GCMzyHrU

 

Salmo 130 (129), 5-6

Eu espero no Senhor. Sim, a minha alma espera!

E confio na sua palavra!

A minha alma volta-se para o Senhor,

mais do que as sentinelas para a manhã

Michel-Richard de Lalande, Sustinuit anima mea, in De Profundis (1689)

https://www.youtube.com/watch?v=XJe9y0prFGs

 

Salmo 92 (91), 2-3

Como é bom dar graças ao Senhor,

e cantar hinos ao teu nome, ó Altíssimo!

É bom anunciar de manhã a tua misericórdia

e a tua fidelidade durante a noite,

com a lira de dez cordas e a cítara

e ao som melodioso da harpa.

Franz Schubert, Psalm 92, D 953 (1828)

https://www.youtube.com/watch?v=R4T9lA0Ujkw

Salmo 42 (41), 3

A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo,

Quando poderei entrar para ver a face de Deus?

Felix Mendelssohn,  Psalm 42, Op. 42, MWV A15 (1837-38)

https://www.youtube.com/watch?v=E0saNS3yLF0

 

Salmo 148, 1 e 3

Louvai o Senhor do alto dos céus,

louvai-o nas alturas.

Louvai-o, Sol e Lua;

louvai-o, todos os astros luminosos!

Gustav Holst, Psalm 148: Lord, who hast made us for thine own (1912)

https://www.youtube.com/watch?v=QyJSM4vQHnw

 

Salmo 39 (38), 13-14

Escuta, Senhor, a minha oração

e atende o meu grito de súplica;

não fiques insensível às minhas lágrimas.

Pois sou um forasteiro a viver junto de ti,

um hóspede, como todos os meus antepassados.

Igor Stravinski, Exaudi orationem meam, in Sinfonia de Salmos (1930)

https://www.youtube.com/watch?v=7ct26nwqO2E

 

Salmo 23 (22), 4

Mesmo que ande por vales tenebrosos,

não temerei mal algum.

Porque Tu estás comigo,

a tua vara e o teu cajado me dão coragem.

Leonard Bernstein, Chichester Psalms (1965)

https://www.youtube.com/watch?v=QcF3t-W3Wi8

 

Salmo 1, 1

Feliz o homem que não segue o conselho dos malfeitores,

que não se detém, no caminho dos pecadores

e não toma parte em reunião de maldizentes.

Cyrillus Kreek, Onnis on inimene, in Taaveti laulud (1914-44)

https://www.youtube.com/watch?v=6xw-oQJQwPk

 

Salmo 103 (102), 1 e 6

Bendiz, ó minha alma, o Senhor,

e todo o meu íntimo bendiga o seu nome santo.

O Senhor garante a justiça

e direito para todos os oprimidos.

Einojuhani Rautavaara, Psalm 103, in Vigilia (1971-72)

https://www.youtube.com/watch?v=fmgirMuWHh0

 

Salmo 130 (129), 1-2

Do profundo do abismo clamo a ti, Senhor.

Senhor, ouve a minha voz!

Estejam os teus ouvidos atentos à voz da minha súplica.

Arvo Pärt, De profundis (1980)

https://www.youtube.com/watch?v=tdoafPTSQpE

 

Salmo 19 (18), 2-3

Os céus proclamam a glória de Deus,

e o firmamento anuncia a obra das suas mãos.

Um dia passa mensagem ao outro dia

e uma noite dá a conhecer à outra noite.

Steve Reich, Psalm 19, in Tehillim (1981)

https://www.youtube.com/watch?v=Wbu0_YObi3Q

 

Salmo 10 (9, 22-39), 14

Mas Tu vês a angústia e o pesar;

Tu o observas e o tomas em tuas mãos.

A ti se abandona o pobre, confiante;

Tu és o amparo do órfão.

Alfred Schnittke, VIII – Se desejas superar uma tristeza sem fim, in Salmos de arrependimento (1988)

https://www.youtube.com/watch?v=0eGXFYvieiM

 

Salmo 113 (112), 1-2

Aleluia!

Louvai, ó servos do Senhor,

louvai o nome do Senhor.

Bendito seja o nome do Senhor,

desde agora para sempre.

Gabriel Jackson, Psalm 112: Laudate Pueri (2004)

https://open.spotify.com/album/2fJNW1mNpA9C62ZGjAA5h9

 

Salmo 51 (50), 3-4

Tem piedade de mim, ó Deus, pela tua misericórdia;

segundo a tua grande compaixão, apaga a minha culpa.

Lava-me inteiramente da minha iniquidade

e purifica-me do meu pecado.

James MacMillan, Miserere (2009)

https://www.youtube.com/watch?v=st2E_uhy5Mo

 

Salmo 150, 3-5

Louvai-o ao som da trombeta;

louvai-o com a harpa e a lira!

Louvai-o com tambores e danças;

louvai-o com instrumentos de corda e flautas!

Louvai-o com címbalos sonoros;

louvai-o com címbalos de aclamação!

Eurico Carrapatoso, Salmo CL, nº 3 (2000)

https://www.youtube.com/watch?v=W7FT33I9maY

 

 

Lista de reprodução: https://open.spotify.com/playlist/0fuVIvE5p0ln8Musi3gXZ7

 

 

Capela do Rato, 22-05-2019

PAUSA ESTIVAL

A Capela encontra-se em pausa estival, reabrindo a 15 de setembro.

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